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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Comandos nacionais podem mudar alianças partidárias nas eleições do Maranhão

Às vésperas das convenções que definirão as coligações no estado, pelo menos DEM e PSB ainda podem fechar com candidatos diferentes dos que estão definidos hoje
O Estado - Faltando pouco mais de quatro meses para as convenções partidárias, as alianças eleitorais no Maranhão – algumas já aparentemente definidas – dão sinais de que podem ser alteradas pelas direções nacionais dos partidos. Pelo menos o DEM e o PSB ainda dependem da definição do comando nacional para confirmar seus destinos no estado. As mudanças podem alterar a formação dos palanques de alguns dos principais candidatos a governador.

O Democratas, por exemplo, definiu desde janeiro que estará no palanque do governador Flávio Dino (PCdoB). Ganhou até cargo na estrutura do governo em troca do apoio, já que possui um dos maiores tempos na propaganda eleitoral.

Ocorre que a legenda pode agora ter alterado agora o comando nacional, modificando todo o seu rumo eleitoral. Atualmente, o DEM é comandado pelo presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (RJ), que já avalizou a aliança com Flávio Dino. Mas o prefeito de Salvador, ACM Neto, é cotado para assumir a legenda, o que pode mudar os rumos eleitorais. ACM é bem mais à direita do espectro político que Maia, o que dificultaria uma aliança com o PCdoB, que deve estar contra seus projetos na Bahia.

Outra mudança, esta podendo atingir o senador Roberto Rocha, candidato do PSDB ao governo, pode ocorrer no PSB.

O comando nacional do partido está em disputa desde o ano passado, entre o grupo vinculado ao falecido ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e os paulistas, ligados ao vice-governador Márcio França. Para Roberto Rocha, interessaria que o comando socialista ficasse com França, vinculado ao governador Geraldo Alckimin, presidente nacional do partido do senador maranhense.

O problema é que Márcio França enfrenta resistências de apoio no PSDB; e a solução seria sua transferência para o próprio ninho tucano. Assim, quando assumisse o governo – após desincompatibilização de Alckimin, em abril – seria naturalmente o candidato do partido do governador. Mas, neste caso, os pernambucanos passariam a ter hegemonia no PSB, garantindo o apoio ao governador Flávio Dino. Roberto Rocha perderia, assim, uma grande força partidária – embora possa se beneficiar também com a mudança no DEM.

As ameaças de perdas partidárias não atingem os demais candidatos, que seguem, inclusive, de olho na movimentação nacional. É o caso, por exemplo, da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), que já tem o PV e, muito provavelmente o PSD, e ainda sonha com PP e até com o PT, levando em consideração as alianças com o PMDB que já vêm sendo consolidadas em vários estados.

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