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segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Gleisi Hoffmann é reeleita presidente nacional do PT

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) foi reeleita neste domingo (24) para a presidência do PT. O mandato é de dois anos. "Acharam que iam nos matar, mas graças à nossa militância estamos vivos, muito vivos", afirmou a deputada em seu discurso após a vitória. 

O Partido dos Trabalhadores realizou neste domingo o último dia do 7.º Congresso Nacional da sigla, na Casa de Portugal, no centro de São Paulo.

A eleição para o comando do partido foi disputada por três candidatos: Além da deputada federal e atual presidente, concorreram a deputada federal Margarida Salomão (PT-MG) e Walter Pomar, historiador filiado ao PT. O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), que também era candidato, retirou seu nome da disputa na última hora. 

O resultado da votação, iniciada após a plenária final, foi divulgado às 18h45, durante o encerramento do Congresso. Ao todo, Gleisi recebeu 558 votos dentre os 792 delegados do PT de todo o país que participaram da eleição. Pomar recebeu 91 votos, Margarida Salomão outros 131 votos, e 12 delegados votaram em branco. 

Alianças para 2020 no horizonte 

Durante seu discurso de vitória, Gleisi afirmou que o PT não descarta apoiar outros partidos nas eleições municipais do ano que vem. "Não descartamos atuar em conjunto com o campo progressista em nenhum lugar", disse a deputada. "Se houver uma candidatura fora do PT no campo progressista com capacidade de derrotar a aliança do Bolsonaro, vamos apoiar." 

A presidente do PT reeleita também falou da importância do partido retomar seu trabalho de base junto à população nas ruas e comunidades, além de utilizar com mais ênfase as redes sociais.

"A direita está na nossa frente, precisamos usar mais as redes sociais, unificar e combater", afirmou. "A extrema-direita está na rua conquistando as pessoas, fazendo o trabalho de base dela, nós temos que disputar esse espaço, fazer a contraposição na rua também." 

"Construindo um novo Brasil" 

A tese vencedora no Congresso, da corrente Construindo um Novo Brasil, reafirma a oposição do PT ao governo, mas sem a defesa enfática do "fora Bolsonaro". 

"A ideia é ter um projeto mais global para o país", afirma o senador Humberto Costa (PT-PE), presente no congresso. Segundo ele, as eleições de 2020 não estão entre os temas principais em discussão, mas confirmou que a tendência do PT é apresentar candidaturas próprias ou formar alianças com outras siglas de esquerda.

De acordo com a assessoria de imprensa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que discursou na abertura do Congresso, na noite de sexta-feira, 22, não participaria do congresso neste domingo. Apesar disso, havia a expectativa entre os presentes de que ele chegasse de surpresa. * (Do UOL, com informações da Agência Estado)

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