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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Vereador Juarez Morais defende instauração da CPI da "herança maldita" em Timon

O vereador Juarez Morais (PSC), líder da oposição na Câmara Municipal de Timon fez um duro discurso na sessão plenária desta quarta-feira, 24, ao defender a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o aumento do debito consolidado líquido da prefeitura de Timon, que saltou de R$ 99 milhões para mais de R$ 199 milhões em um ano.

"Como e que a gente tem uma dívida que de um ano para o outro aumenta R$ 100 milhões de reais e se coloca que o IPMT é um dos culpados? O regimento interno desta casa me permite que, no seu artigo 34, parágrafo quarto, que pode ser constituída uma comissão parlamentar de inquérito e que serão criadas essas comissões, com um terço dos seus membros, mas aqui eu não quero assinatura de um terço. Já que nós precisamos de transparência, já que aqui só se usa falácias, eu quero colher a assinatura dos 21 vereadores pra gente constituir essa comissão parlamentar de inquérito pra gente saber à fundo o que está acontecendo dentro do IPMT".

O parlamentar questionou ainda a diferença entre receitas e despesas, alegando que no ano de 2020 cerca de 70% das secretárias estavam fechadas e por isso deveriam ter gerado economia. 

"Como é que o município, que no ano de 2020, praticamente 70% dos seus órgãos tiveram fechados, sem despesa alguma, por decorrência de uma pandemia. Que não teve despesa com transporte, não teve despesa com energia, não teve despesa com combustível e a receita do município não caiu, pois o município recebeu mais de R$ 30 milhões por mês, durante os doze meses, aí chega no final do ano e apresenta uma meta fiscal com um déficit, de um ano pro outro, de R$ 100 milhões? Vereadores, isso é chamar nós de burros, é dizer que esta Câmara aqui não serve pra nada. Se a gente não constituir essa comissão e deixar isso parado, nós não servimos pra nada. Mas nós vamos constituir essa Comissão de Inquérito, porque indiferente se a base do governo quiser ou não, nós precisamos só de um terço dos vereadores".

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