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segunda-feira, 14 de junho de 2021

Saiba como é realizada a distribuição da vacina Covid-19 para os estados

Após chegarem ao Brasil, e terem os planos de voos definidos, os imunizantes são disponibilizados pelo Ministério da Saúde para as unidades da Federação em até 48 horas

Com distribuição proporcional, o Ministério da Saúde já destinou 109,4 milhões de doses de vacinas para estados e Distrito Federal. As vacinas são distribuídas de acordo com as estimativas populacionais dos grupos prioritários definidos pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 (PNO) e com base no quantitativo de doses disponibilizadas pelos laboratórios que fabricam os imunizantes a cada semana.

A previsão do Ministério da Saúde é que toda a população-alvo (vacinável), de 160 milhões de pessoas, seja imunizada contra a Covid-19 até o final de 2021. “Estamos trabalhando em conjunto com estados e municípios para alcançar esse objetivo. A nossa preocupação é garantir a entrega das doses e dar celeridade ao avanço da campanha no País”, afirma o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Conheça o passo a passo do trabalho realizado pelo Ministério da Saúde para a distribuição das doses:

1) Aprovação das vacinas

Para serem administradas na população brasileira, as vacinas precisam ter autorização de uso emergencial ou registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Após esta etapa, o Governo Federal busca os laboratórios que consigam atender a demanda necessária para o Brasil, já que o mundo todo está sem busca de doses de vacinas Covid-19.

Até o momento, o Brasil já encomendou mais de 600 milhões de doses, que estarão disponíveis no País até o fim de 2021. Finalizando a negociação, começam as tratativas quanto à previsão de envio e chegada das doses importadas ao Brasil, bem como a disponibilização das doses embasadas no País. Esse é o primeiro passo da logística até a vacina chegar aos braços dos brasileiros.

2) Quais vacinas já chegaram do exterior para o Brasil

O Brasil recebeu lotes de vacinas prontas da AstraZeneca/Oxford, da Coronavac/Sinovac e da Pfizer/BioNTech. As duas primeiras, que também são produzidas no Brasil, pela Fiocruz e Butantan, respectivamente, chegam em caixas térmicas que mantêm o produto em temperatura adequada. Já a vacina da Pfizer, que possui condições de conservação e armazenamento específicas, chega ao País em caixas térmicas específicas do laboratório.

3) Desembarque no Brasil

Por se tratar de uma carga internacional, ao chegarem no Brasil, as vacinas passam pela liberação da Receita Federal e da Anvisa. Depois, os imunizantes são levados para o Centro de Distribuição Logístico do Ministério da Saúde, localizado no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. O local possui 36 mil m² para armazenamento dos insumos em áreas climatizadas, de congelados e maturados e de refrigerados.

4) O trabalho nos Centros de Distribuição Logístico

Ao receberem os lotes da vacina Covid-19, a equipe do Centro de Distribuição Logístico do Ministério da Saúde armazena os imunizantes em câmaras frias. Esse time é o responsável por realizar a contagem e controle de qualidade das doses recebidas.

5) Diálogo com estados e municípios para distribuição

Depois de consolidar os dados sobre os imunizantes, o Ministério da Saúde, se reúne com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), que são os representantes dos estados e municípios, respectivamente, para definir em comum a estratégia de distribuição a ser adotada em cada etapa da campanha.

6) Consolidação de dados no Informe Técnico

Após pactuação tripartite, é elaborado o Informe Técnico. Além da quantidade de doses para cada unidade da Federação, o documento também detalha orientações sobre o público a ser vacinado, bem como a quantidade que será destinada para a primeira e para a segunda dose. Só depois que todo o planejamento é construído com a participação dos três entes da Federação, as doses são liberadas para a distribuição pelo Ministério da Saúde.

7) Chegada das vacinas para estados e municípios

Após planos de voos definidos, os imunizantes saem dos centros de distribuição e chegam aos estados em até 48 horas. A partir dessa etapa, a unidade Federativa fica responsável pela distribuição aos municípios, o que pode ser realizado em até sete dias. Cada município, por sua vez, define as estratégias locais de como as vacinas serão aplicadas na população-alvo.

MAIS VACINAS

O Brasil assinou um acordo de transferência de tecnologia da AstraZeneca para a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) que permitirá a produção nacional do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina de Covid-19. Hoje, o Brasil só produz vacina com o IFA importado. Por isso, a medida é essencial para a produção de imunizantes no País. A expectativa é que as primeiras doses 100% nacionais sejam entregues em outubro.

DISTRIBUIÇÃO DA PFIZER

Na última semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou que as novas condições de conservação e armazenamento para a vacinas Covid-19 da Pfizer. Antes, as doses só podiam ser aplicadas em até cinco dias depois de chegar nas salas de vacinação, onde são conservadas na temperatura entre +2ºC e +8ºC. Agora, o imunizante poderá ficar até 31 dias nestas condições. A alteração favorece a ampliação gradativa de disponibilização desta vacina em todo o País.

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(Fonte: Ministério da Saúde)

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