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sábado, 25 de novembro de 2017

Timon e Araioses passam a fazer parte do semiárido nordeste por determinação da Sudene

Os municípios maranhenses de Araioses e Timon (foto principal) foram incorporadas à região do semiárido nordestino, nesta quinta-feira (23), na XXII Reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), realizada em Fortaleza (CE). A partir do próximo ano, eles poderão usufruir de subsídios como financiamentos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) entre outros.
A inclusão foi amplamente debatida na Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), em uma iniciativa do Conselho Temático de Política Industrial e Desenvolvimento Tecnológico (Copin), junto à órgãos do governo federal e estadual.
“Consideramos uma grande vitória para o nosso estado e para estas cidades essa inclusão no semiárido. Sabemos que vários municípios maranhenses possuem essas características e agora poderão usufruir de benefícios”, destacou o presidente da Fiema, Edilson Baldez das Neves. Inicialmente, o pleito maranhense junto à Sudene era para a incorporação de oito (8) cidades. “Continuaremos a atuar em parceria com a Sudene, governo estadual, federal, a fim de dinamizar projetos e ações que possam fomentar a economia do nordeste”.
Além de financiamentos do FNE, outros benefícios como o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com linhas de financiamento com taxas a 1% ao ano, faz parte dos subsídios das cidades que estão no semiárido. “Estes subsídios são instrumentos que podem impulsionar o desenvolvimento econômico dessas regiões”, disse o presidente do COPIN e diretor da Fiema, Luiz Fernando Renner, que também é membro titular do Condel, na condição de representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
De acordo com a Sudene, a inclusão se deu a partir de levantamento técnico produzido por grupo de trabalho interministerial, do qual o Ministério da Integração e a Superintendência fizeram parte. O órgão esclareceu, ainda, que a decisão considerou como critérios o percentual diário de déficit hídrico e índices pluviométrico e de aridez. 
Pleito – O tema esteve em pauta na Casa da Indústria Albano Franco, inclusive em ações recentes da Fiema, como o Roadshow Investimento e Desenvolvimento do Nordeste, realizado em parceria com a Sudene, e Associação Nordeste Forte – formada pelas nove Federações das Indústrias da Região Nordeste, no início de novembro. O encontro ocorreu na Federação como parte da programação da Expo Indústria Maranhão e reuniu diversos empresários maranhenses de empresas industriais dos mais diversos portes e setores.
Na ocasião, o superintendente da Sudene, Marcelo Neves, que esteve no encontro, defendeu uma política especial diferenciada para o Nordeste. “Precisamos repensar a economia do Nordeste com ações articuladas, que possam fortalecer os indicadores sociais e as atividades econômicas. Precisamos de políticas especiais e diferenciadas para que possamos reverter esta ideia de que o Semiárido significa subdesenvolvimento. Podemos ser mais fortes e competitivos com as condições diferenciadas”, enfatizou.
Estudo – Em maio, a Fiema trouxe ao Maranhão, o engenheiro agrônomo, doutor e pós-doutor em Economia Rural, dos Recursos Naturais e do Meio Ambiente, professor e coordenador do Laboratório do Semiárido (LabSar) da Universidade Federal do Ceará (UFCE), José de Jesus Sousa Lemos, que tem um amplo estudo na área do semiárido.
A pesquisa trabalha com dados do Censo Demográfico do IBGE de 2010 e os PIB dos municípios publicados pelo IBGE em 2009, levando em consideração os indicadores de exclusão de educação, renda, água, saneamento e coleta de lixo. Os resultados do estudo apresentados na FIEMA apontam que pelo menos quinze (15) municípios maranhenses têm índices (comprovados em série histórica) de aridez compatíveis com o que as Nações Unidas classificam como semiárido. (Maranhão Hoje)


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