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quinta-feira, 9 de setembro de 2021 às 12:14

Projeto 'Capitães da Areia' retoma atividades com jovens em Timon

Entrega de camisetas aos voluntários marcou volta das atividades socioeducativas

A Vara da Infância e Juventude do Judiciário de Timon retomou, esta semana, as atividades do “Projeto Capitães da Areia” para o segundo semestre de 2021, que estavam suspensas devido à pandemia.

Em solenidade na manhã da última sexta-feira, no 11º de Batalhão de Polícia Militar, o juiz Simeão Pereira e Silva, titular da vara, fez a entrega simbólica de camisetas - nas cores azul e branca - a uma turma de 35 policiais militares que trabalham na comarca e atuam voluntariamente no projeto.   

Compareceram ao evento de entrega do material os voluntários participantes, o Tenente-Coronel Aloisio Sampaio, comandante do 11º Batalhão da PM; tenente Magalhães Brito, coordenador do projeto e as representantes da FUNAC e do CREAS, Lívio Araújo Barros, Maria de Fátima Costa e Katiúscia Sousa Lima. 

O juiz informou, na oportunidade, a reativação das atividades do eixo educação e de xadrez, com a previsão de que em breve sejam também iniciadas outras práticas desportivas e as demais atividades. 

O projeto “Capitães da Areia” funciona na comarca de Timon, desde o segundo semestre de 2019, com o apoio de policiais militares, que participaram de curso de formação oferecido pela equipe técnica da Vara da Infância. As ações do projeto integram os eixos temáticos de educação, esportes e profissionalização, de acordo com as habilidades profissionais de cada militar voluntário.

Nos seus horários de folga, os voluntários oferecem aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas de liberdade assistida e de semiliberdade a participação em  atividades esportivas, estímulo à leitura, rodas de conversas,  aulas de xadrez, e curso de automaquiagem ministrado por policiais femininas, dentre outras.

“O que motiva o grupo é a experiência exitosa da primeira turma, de dez adolescentes, acompanhada pelo projeto, entre os meses de agosto a dezembro de 2019, sendo que desses beneficiados nenhum deles voltou a praticar novos atos infracionais”, ressaltou o juiz.

RESILIÊNCIA 

Os voluntários do projeto dizem acreditar que esse contato entre adolescentes e policiais, dentro do contexto sociopedagógico, em ambiente diverso do momento em que houve a apreensão desses jovens, pode contribuir para a resignificação da vida dos beneficiários, por “gerar vínculos de resiliência e superação das vulnerabilidades”. 

O juiz ressaltou que, dentre os fatores que contribuem para o reforçar a resiliência nos jovens, estão, “além do relacionamento emocional estável com pessoa de referência e o apoio social fora da família, sobretudo a autoconfiança e a capacidade de direcionar e regular suas emoções e seu comportamento”. As informações são do TJMA.

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